O Governo Federal deu um importante passo para impulsionar a produção nacional de semicondutores, com a regulamentação do Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou o Decreto nº 13.065, que visa criar um ambiente de negócios favorável para a produção de chips, componentes eletrônicos, displays e painéis solares no país.

Objetivos do Programa

O principal objetivo do Brasil Semicon é reduzir os custos de produção no país, atrair investimentos privados e facilitar os processos de importação e exportação de insumos essenciais. Isso deve ser alcançado por meio da simplificação e da desoneração tributária em toda a cadeia produtiva, tornando a indústria nacional mais competitiva no cenário internacional.

Além disso, o programa prevê a estruturação de linhas de financiamento específicas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Esses recursos serão destinados à instalação e ampliação de fábricas, automação de linhas de fabricação, compra de maquinário e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Capacitação de Recursos Humanos

O programa também foca na capacitação de recursos humanos a médio e longo prazo, promovendo a especialização científica e técnica de profissionais do setor. Isso é fundamental para que o Brasil possa desenvolver uma indústria de semicondutores competitiva e sustentável.

Atualmente, o Brasil atende cerca de 8% da demanda interna por semicondutores, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi). A regulamentação do programa abre caminho para mitigar riscos de crises geopolíticas globais no fornecimento de microchips, gerando emprego e renda qualificada em solo nacional.

No entanto, não há previsão para que o Brasil comece a produzir semicondutores em larga escala, pois isso depende de diferentes fatores. Enquanto isso, o Governo Federal precisa lidar com os preços dos eletrônicos importados dos EUA, que devem ficar ainda mais caros devido ao tarifaço de Donald Trump.

Com informações de Canaltech. Fonte original.