Um ano após a onda DeepSeek, a China volta a se destacar no mercado global de inteligência artificial (IA), mas desta vez com novos nomes e soluções que ganham força no uso empresarial, deixando alguns modelos dos EUA de lado. As famílias de modelos chineses, como Qwen e Kimi, se tornam cada vez mais populares no meio corporativo, oferecendo resultados semelhantes aos de soluções como ChatGPT, Claude e Gemini, mas com uma vantagem financeira significativa.
O Resurgimento da China no Mercado de IA
Esse ressurgimento ocorre após tentativas dos EUA de barrar o acesso a modelos poderosos de IA pela potência asiática e grande rival no cenário econômico. A resposta para a adesão de IAs chinesas é simples: os modelos trazem resultados parecidos com os de concorrentes americanos por um preço muito mais baixo. Algumas opções de código aberto garantem ainda mais personalização e acesso pelas empresas.
Um levantamento da agência de notícias AFP identificou que o uso de modelos de IA de Google, Anthropic e OpenAI caiu de 55% para 33% entre janeiro e junho na plataforma OpenRouter, que analisa a adesão corporativa à tecnologia. Isso reflete a tendência das empresas em buscar alternativas mais acessíveis e eficientes para suas necessidades de inteligência artificial.
Empresas Adotam Modelos Chineses
Além disso, uma reportagem do jornal Financial Times revela que DoorDash, Airbnb e Siemens são alguns exemplos de empresas que adotaram modelos chineses no fluxo de trabalho, com foco na redução de custos. Essa mudança é justificada pela diferença no bolso, sem comprometer o resultado entregue pelas IAs chinesas, que estão cada vez mais próximas de concorrentes de topo de linha das empresas americanas.
De acordo com a plataforma Arena AI, que avalia o desempenho das principais IAs em diferentes tarefas, o Kimi K3 da chinesa Moonshot é o terceiro melhor modelo em tarefas para agentes, atrás apenas dos poderosos Claude Fable 5 e GPT-5.6 Sol. Ao considerar tarefas de programação, o Kimi K3 é o segundo melhor da lista, enquanto o GLM-5.2 Max da chinesa Z.ai fica na sexta colocação. Ambos se destacam por oferecerem um valor médio por milhão de tokens bem mais barato do que outros nomes no topo do ranking.
Um Novo Cenário para a IA
É importante lembrar que as principais Big Techs estadunidenses mudaram o modelo de cobrança recentemente, como foi o caso do Google. No lugar de cobrança por prompt, a empresa adotou um sistema que cobra pelo poder computacional de cada pedido, com taxas de limite diárias. O resultado cria um cenário “pós-pago” em que os gastos com tokens podem surpreender o orçamento, algo cada vez mais comum na era da IA agêntica. Muitas empresas passaram a rever os gastos com IA e as soluções chinesas despontaram como alternativas.
Com informações de Canaltech. Fonte original.