O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Minas Gerais, Henrique Áreas, intensificou as críticas às posições que o Supremo Tribunal Federal (STF) vem adotando contra políticos de diferentes espectros ideológicos no Brasil. Em entrevista ao Metrópoles, ele classificou como arbitrárias medidas como prisões preventivas, bloqueios de perfis em redes sociais e o acúmulo de papéis por parte dos magistrados.
Para Áreas, a Corte tem sido injusta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados da mesma forma como, segundo ele, agiu anteriormente contra o ex-presidente Lula (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff. O candidato do PCO afirmou que sua legenda foi a única de esquerda a não apoiar as ações do ministro Alexandre de Moraes contra bolsonaristas.
“Perseguição idêntica”, diz candidato
“O PCO foi o único partido de esquerda que não se colocou favorável às arbitrariedades do Alexandre de Moraes, quando ele e uma boa parte do STF começaram a perseguir os bolsonaristas. Porque, pra nós, a perseguição contra os bolsonaristas era a mesma perseguição que foi feita pelo mesmo judiciário, pelo mesmo STF, contra a Dilma e o Lula”, afirmou Áreas.
O candidato defende que existe um poder político maior do que as duas lideranças antagônicas do cenário nacional e que o STF tenta controlar essa disputa no país. “O STF é contra o povo. Não importa se eles estão fingindo que estão combatendo o bolsonarismo. O problema é o seguinte: a serviço de quem eles estão?”, questionou.
Crítica ao processo eleitoral
Henrique Áreas, que apareceu com 0% na pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8/9), também criticou o formato da disputa eleitoral, que classificou como “um jogo de cartas marcadas”. Segundo ele, os grandes partidos recebem apoio financeiro de empresários ou categorias específicas, o espaço eleitoral gratuito não alcança todas as legendas de forma equilibrada e a grande imprensa não dá espaço para agendas alternativas às dos partidos majoritários.
“A gente não tem nenhuma ilusão. Como vai concorrer em uma situação tão desigual e injusta como essa?”, questionou o candidato. Apesar das críticas ao processo, ele defendeu a participação do PCO no pleito, argumentando que as eleições representam o principal momento em que a população volta a atenção para temas que impactam a sociedade, sendo uma oportunidade, ainda que breve, de apresentar as propostas do partido a um público mais amplo.
Entre as propostas de Áreas para o governo de Minas Gerais está a defesa do não pagamento da dívida de R$ 180 bilhões que o estado tem com a União, ponto central de sua plataforma econômica de campanha.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.