Criar um assistente de inteligência artificial com regras próprias tem se tornado uma alternativa cada vez mais buscada por quem quer extrair o máximo das ferramentas de IA disponíveis atualmente. A possibilidade de personalizar chatbots para objetivos específicos permite não apenas maior produtividade, mas também respostas mais alinhadas às necessidades de cada usuário, seja para organizar finanças, curar notícias ou executar outras tarefas do cotidiano.

A principal vantagem dessa personalização está na segmentação. Um assistente configurado dessa forma pode seguir comandos específicos, como evitar determinados termos, buscar informações apenas em fontes previamente selecionadas ou responder utilizando uma linguagem definida pelo usuário. Outro benefício importante é a economia de tempo e de espaço nos prompts: uma vez configuradas as regras, não é necessário repeti-las a cada nova conversa, o que também economiza tokens — unidades de processamento usadas pelas plataformas de IA.

Onde configurar o assistente em cada plataforma

Cada ferramenta de inteligência artificial possui uma seção própria para a criação desses assistentes personalizados, ainda que os nomes variem entre os serviços. No ChatGPT, por exemplo, a função disponível para contas pessoais é chamada de “Projetos”, já que a opção GPTs não está liberada para esse tipo de conta. Apesar das diferenças de nomenclatura, o propósito é geralmente o mesmo em todas as plataformas, o que permite aplicar o mesmo conjunto de regras em diferentes aplicativos.

Depois de escolher o serviço de IA a ser utilizado, o próximo passo é criar a versão personalizada do chatbot. Por padrão, todas as plataformas oferecem um espaço específico para a inserção das regras e, em alguns casos, também é possível enviar arquivos de referência que ajudam a refinar os resultados gerados pela ferramenta. Enviar instruções detalhadas é essencial, já que isso possibilita que a IA produza respostas bastante diferentes daquelas que surgiriam em uma versão convencional, sem personalização.

Como usar a própria IA para criar as regras

Uma estratégia eficiente é utilizar a própria tecnologia a favor da criação das regras. É possível informar à ferramenta qual é o objetivo principal do assistente e pedir que o próprio aplicativo elabore um modelo de prompt com base nessa informação. Para obter um resultado ainda mais detalhado, o usuário pode solicitar que a IA gere uma série de perguntas relacionadas ao objetivo do assistente, respondê-las uma a uma e, então, pedir que a ferramenta produza um modelo de instruções considerando todos os dados fornecidos.

Essas regras, também conhecidas como “system prompts”, costumam seguir uma estrutura padrão que orienta o comportamento do assistente em diferentes situações. Depois de elaborado esse conjunto de instruções, o passo seguinte é efetivamente criar o assistente dentro da plataforma escolhida. O processo tende a ser semelhante entre os diferentes aplicativos de IA, e a configuração pode ser feita, por exemplo, diretamente no Gemini, seguindo o mesmo raciocínio aplicado em outras ferramentas do mercado.

Com esse tipo de personalização, usuários de diferentes perfis — de quem busca organizar a rotina financeira a quem deseja acompanhar notícias de forma mais direcionada — podem aproveitar melhor os recursos oferecidos pelas plataformas de inteligência artificial, tornando o uso dessas tecnologias mais eficiente e adaptado às demandas específicas de cada pessoa.

Com informações de Canaltech. Fonte original.