O governo dos Estados Unidos está considerando banir o acesso a modelos de inteligência artificial (IA) chineses no país, mas a Meta, uma das principais empresas de tecnologia do mundo, se posicionou contra essa medida. Em entrevista ao jornal Financial Times, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a proibição não seria uma solução eficaz no mercado.
Defesa da Abordagem de Código Aberto
Zuckerberg defendeu que, em vez de proibir os modelos chineses, seria mais eficaz procurar sistematicamente por gargalos e obstáculos nos competidores chineses. Ele também publicou uma coluna de opinião no Wall Street Journal, defendendo o ideal de uma IA para todos, com apoio aos modelos de código aberto, que são normalmente usados pelas empresas chinesas.
O texto de Zuckerberg alerta para o risco de centralizar a tecnologia nas mãos de poucos grupos, o que pode ser uma crítica indireta a concorrentes como a OpenAI e a Anthropic, que usam modelos fechados. Já a Meta desenvolve LLMs (Large Language Models) de código aberto.
Atritos Comerciais entre EUA e China
Os atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China não são novidade no mercado de IA. O governo do presidente Donald Trump considera aplicar sanções contra o uso de modelos de inteligência artificial do rival asiático no país, acusando as IAs chinesas de serem treinadas com base nos modelos estadunidenses.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou o “roubo de propriedade intelectual” como uma das motivações para essas medidas, após o lançamento do modelo Kimi K3, da Moonshot AI. Além disso, o país recentemente baniu a importação de robôs aspiradores de outros países, com foco na China, devido a preocupações de segurança nacional.
Adesão às IAs Chinesas
Por outro lado, as IAs chinesas têm ganhado cada vez mais adesão de empresas em todo o mundo, impulsionadas pelo custo-benefício e desempenho similar ao de rivais dos EUA. Isso mostra que a competição no mercado de IA é intensa e que as empresas chinesas estão oferecendo soluções atraentes para os clientes.
Com informações de Canaltech. Fonte original.