Uma estrutura criminosa que operou por 17 anos na Feira dos Importados, no Distrito Federal, foi alvo de uma sentença condenatória após desviar mais de R$ 11,4 milhões em impostos.
Segundo a decisão, o esquema envolvia a criação de empresas de fachada, uso de funcionários como “laranjas” e lavagem de capitais para ocultar o patrimônio obtido ilicitamente. O esquema funcionava sob a liderança de um homem identificado como Abbas Mohammad Ahmad e a companheira dele, Gislaine Teodosio de Gois.
Investigações e condenações
Além da dupla, outras quatro pessoas também foram condenadas. O documento da 2ª Vara Criminal de Brasília, publicado nessa quinta-feira (2/7), decorre dos desdobramentos da Operação Efeito Macro, que apurou os desvios ocorridos entre 2007 e 2024 no centro comercial.
As investigações tiveram início após uma auditoria fiscal cruzar dados de vendas efetuadas pelas empresas envolvidas, por meio de cartões de crédito, com dados dos livros fiscais eletrônicos das companhias. Os auditores descobriram que os CNPJs da quadrilha entregavam declarações “zeradas” à fiscalização, omitindo vendas vultosas para suprimir o pagamento do ICMS devido ao Distrito Federal.
Métodos do esquema
Para isso, o grupo utilizava cinco empresas diferentes no Setor de Industrias e Abastecimento (SIA) com o objetivo de fragmentar o faturamento e manter os negócios, artificialmente, dentro do regime do Simples Nacional. As defesas dos envolvidos não foram localizadas. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
A sentença condenatória é um marco importante na luta contra a sonegação fiscal e a lavagem de dinheiro no país. A operação demonstra a eficácia das autoridades em combater esses crimes e recuperar os recursos desviados.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.