O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário contratado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para gerenciar a crise do Banco Master. A decisão, que é sigilosa, foi confirmada pela assessoria do STF.

Investigação

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação na última quinta-feira (9) e apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos utilizados por Miranda. A ação apura a atuação coordenada em redes sociais que visava comprometer a credibilidade do Banco Central.

De acordo com a PF, o banqueiro Vorcaro encomendou a Miranda um dossiê contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. Em diálogos sobre Maluhy, Vorcaro disse que ele estava lhe causando problemas e pediu ajuda a Miranda, que respondeu: ‘Deixa comigo’.

Defesa

A defesa de Thiago Miranda afirmou que o publicitário refuta qualquer prática de ilegalidade e sustenta que sua atuação profissional sempre foi pautada pela legalidade, transparência, respeito às instituições e à liberdade de expressão. Segundo os advogados, ele não praticou qualquer ato criminoso nem participou de condutas destinadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

A representação da Polícia Federal chegou ao gabinete de André Mendonça em 2 de julho, e a decisão do ministro cita investigação da PF que descreve uma estrutura voltada à intimidação, obtenção de dados sigilosos e proteção do grupo ligado ao banqueiro.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) havia pedido a imposição de tornozeleira eletrônica, apreensão de passaporte e proibição de deixar o país contra Miranda, e a PF identificou o risco concreto de fuga e representou pela retenção do documento.

Com informações de ICL Notícias. Fonte original.