O senador Ciro Nogueira (PP-PI) pode emplacar seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira, conhecido como Neto Nogueira, como seu primeiro suplente na chapa com a qual disputará a reeleição ao Senado Federal. Neto Nogueira foi alvo da operação da Polícia Federal deflagrada em maio no âmbito do Caso Master.

O Caso Master

O Caso Master envolve várias investigações sobre supostas irregularidades financeiras e tem como principais nomes explorados pelo governo Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. A operação da Polícia Federal realizada em maio teve como objetivo apurar essas irregularidades.

Segundo apurou a coluna, o nome de Raimundo foi citado por aliados do parlamentar durante a convenção que oficializou a candidatura de Ciro à reeleição para o Senado, realizada no último sábado (1º/8), no Piauí. Já nas redes sociais, o senador confirmou o nome de Ricardo Braz, líder da Juventude das Assembleias de Deus, como segundo suplente da chapa.

Investigação da PF

A investigação da Polícia Federal aponta que Raimundo atuava como administrador da CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que teria sido utilizada como um “mecanismo dissimulado” para repassar vantagens financeiras ao senador Ciro. A PF afirma que a empresa adquiriu ações da Brasilcap Capitalização S.A. por um valor muito inferior ao de mercado, cerca de R$ 1 milhão, quando o valor real era de aproximadamente R$ 13 milhões.

A assessoria de Nogueira foi procurada para comentar a indicação de Raimundo como suplente, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

A possível indicação de Neto Nogueira como suplente de Ciro Nogueira pode gerar controvérsias devido às investigações em curso. A situação política do senador e as implicações do Caso Master continuarão a ser acompanhadas de perto.

Com informações de Metrópoles. Fonte original.