O principal negociador do Irã e presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (8/7) que o Estreito de Ormuz não será reaberto com ameaças dos Estados Unidos. Em declarações pelas redes sociais, Ghalibaf foi direto ao afirmar que o estreito só se abrirá com ‘acordos iranianos’, e não com ameaças americanas.
Além disso, Ghalibaf também fez ameaças de novos ataques caso os EUA persistam em suas ações. ‘A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar’, disse o negociador iraniano.
Contexto da Crise
A crise envolvendo o Estreito de Ormuz tem se desenrolado com tensões crescentes entre o Irã e os EUA. Mais cedo, a emissora estatal iraniana Press TV, citando uma fonte de segurança anônima, informou que o Irã poderia fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA continuassem a atacar.
Essas ameaças e contra-ameaças refletem a complexidade e a gravidade da situação, com implicações significativas para a segurança global e o comércio internacional. O Estreito de Ormuz é uma via marítima crucial para o transporte de petróleo e outros produtos, e qualquer interrupção nesse tráfego poderia ter consequências econômicas e políticas profundas.
A comunidade internacional tem acompanhado a situação com grande preocupação, buscando meios para aliviar as tensões e evitar um conflito mais amplo. A declaração de Ghalibaf reitera a posição firme do Irã em relação às suas demandas e ameaças, deixando claro que o país não está disposto a ceder às pressões externas sem obter concessões significativas.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.