O Figueirense fez em Caxias do Sul exatamente o que precisava: venceu. A vitória por 2 a 1 sobre o Caxias, no Estádio Centenário, teve peso simbólico e estratégico enorme, já que o time catarinense jamais havia triunfado naquele estádio. O tabu caiu justamente no momento em que a equipe não podia mais desperdiçar pontos, e o resultado manteve viva a esperança de classificação para o G8 da Série C.
Escalação e início de jogo
O técnico Raul Cabral optou pela continuidade da base que vinha atuando, favorecido por um gramado em boas condições após a ausência de chuva nas horas anteriores à partida. As mudanças ficaram por conta da entrada de Jhonnathan na vaga do suspenso Leonan, que cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo, e do retorno de Raynan ao meio-campo no lugar de Renan Areias. O início da partida mostrou um Figueirense bem posicionado, com boa imposição territorial: Emerson Galego exigiu grande defesa de Busatto em finalização de fora da área e, pouco depois, quase marcou em nova jogada individual pelo lado esquerdo.
Caxias abre o placar, mas time catarinense reage
Aos poucos, o Caxias foi entrando na partida, encontrando espaços e incomodando o goleiro Fabrício até abrir o placar em uma falha de posicionamento da defesa alvinegra. O Figueirense sentiu o gol e ficou mais tímido ofensivamente, mas conseguiu reorganizar a marcação, e o primeiro tempo terminou com vantagem gaúcha, ainda que sem superioridade absoluta. Breno e Raynan sustentavam um meio-campo equilibrado, mas no segundo tempo o Caxias voltou melhor distribuído, e o Figueirense passou a sofrer principalmente pelos lados, com Maílson e Igor Bolt.
O contra-ataque que definiu o empate
Foi então que surgiu a força do contra-ataque catarinense. Após uma roubada de bola do atacante Maílson, o lateral direito Vitor Ricardo arrancou pela direita, venceu o duelo individual e encontrou Emerson Galego em excelente condição de finalização. Desta vez o atacante não perdoou: deslocou Busatto e bateu no canto para empatar a partida, um gol que resumia bem a estratégia necessária fora de casa — defender com organização e atacar com velocidade.
Virada em jogada ensaiada
A virada saiu de uma bola parada. Em cobrança curta de escanteio, Arthur Henrique colocou a bola na área com precisão, e Jhonnathan apareceu com excelente presença ofensiva para cabecear forte, no ângulo, com pequena contribuição de Busatto no lance. O gol premiou a jogada ensaiada e a participação decisiva do zagueiro, que mais uma vez se mostrou importante quando é acionado pelo treinador.
Pressão final e maturidade tática
Depois da virada, o técnico Marcelo Cabo lançou jogadores ofensivos, entre eles Calyson e Vitor Feijão, conhecidos do futebol catarinense, para aumentar a pressão do Caxias. O time gaúcho se lançou ao ataque, e o Figueirense precisou saber sofrer — e soube. Mesmo com apenas três finalizações no alvo em nove tentativas, menos posse de bola e menor volume ofensivo, a equipe catarinense mostrou maturidade. As entradas de Zé Carlos, Hyuri e Silvinho ajudaram a reter a bola no campo de ataque e reduzir o ímpeto do adversário nos minutos finais.
Sequência decisiva na Série C
Com o resultado, o Figueirense recuperou fora de casa os pontos perdidos diante da Ferroviária no Scarpelli e confirmou sua força como visitante, sendo dono de uma das melhores campanhas da Série C longe de Florianópolis. Dos três jogos que restavam para não depender de combinações de resultados, a equipe venceu o primeiro — agora restam dois. A situação ainda é difícil, mas o time colou no G8. O próximo desafio será contra a Inter de Limeira, partida que deve exigir a mesma estratégia e equilíbrio vistos em Caxias do Sul, antes do confronto final contra o Maranhão no Scarpelli.
Com informações de ND Mais. Fonte original.