Quatro cães que chegaram com histórico de maus-tratos, medo e comportamento agressivo estão agora prontos para uma nova etapa da vida: encontrar um lar. Pit, Chip, Ferrugem e Bartolomeu foram atendidos pela FAACI (Fundação de Assistência e Amparo aos Animais e Controle de Zoonoses de Itapema), por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBEA), e passaram por um processo de ressocialização e adestramento antes de serem disponibilizados para adoção. Três deles são sem raça definida, enquanto Bartolomeu é um pitbull de pelagem marrom.

O trabalho de recuperação comportamental foi realizado no CT Origens Bull Kennel Club, em Santo Amaro da Imperatriz, com foco na adaptação dos animais a uma nova rotina. O processo envolveu manejo, criação de vínculo e acompanhamento individual, respeitando o histórico e as características específicas de cada cão. Segundo a FAACI, o comportamento agressivo apresentado por esses animais está, em muitos casos, diretamente ligado ao que viveram antes do resgate — maus-tratos, abandono, medo e falta de socialização podem levar o cão a reagir de forma defensiva diante de pessoas e situações novas.

Acompanhamento antes da adoção

Para a presidente da FAACI, Luciana Saramento, o acompanhamento comportamental é fundamental para o sucesso da adoção. “Não adianta recolher e depois devolver o problema para a rua. Se o cão chega com um histórico de maus-tratos e comportamento agressivo, ele precisa desse acompanhamento antes de ir para uma nova casa. É esse processo que aumenta as chances de uma adoção dar certo e reduz o risco de devolução”, explicou. Com treinamento adequado e rotina de acompanhamento, os quatro animais passaram a responder melhor ao convívio e hoje estão aptos para a adoção responsável.

A orientação da equipe é que a adoção seja feita por pessoas que tenham espaço adequado, disponibilidade de tempo e experiência para conduzir o período de adaptação dos cães. Também é recomendado que esses animais sejam encaminhados para lares sem outros pets, o que permite uma adaptação mais segura e tranquila. Quem tiver interesse em adotar deve procurar a DIBEA pelo WhatsApp (47) 9746-9689. A equipe avalia o perfil do adotante e as condições do novo lar antes de definir a adoção.

Trabalho vai além dos animais resgatados

A iniciativa de ressocialização não se restringe aos cães recolhidos em situações de maus-tratos. Cães comunitários que apresentam comportamento agressivo e acumulam registros de ocorrências também podem ser encaminhados para o processo de adestramento. Nesses casos, a avaliação leva em conta o comportamento do animal, o histórico de ocorrências registradas e a segurança tanto do cão quanto das pessoas que convivem no mesmo espaço. Dependendo da análise, o animal pode ser recolhido pela equipe ou encaminhado diretamente para a ressocialização.

Alguns cães que passaram por esse processo já tiveram novos destinos. Dois animais que viviam na região da praia foram atendidos e posteriormente encaminhados para outras situações. Já um cão do bairro Morretes, que também apresentava comportamento agressivo, foi levado para adestramento e acabou sendo adotado com o apoio da própria equipe responsável pelo trabalho.

Com a iniciativa, a FAACI busca dar uma resposta mais estruturada às situações em que o comportamento do animal representa risco, atuando na origem do problema antes de definir o próximo destino do cão. O objetivo, segundo a fundação, é melhorar a convivência entre pessoas e animais, ampliar as possibilidades de adoção e, sempre que possível, construir uma nova oportunidade de vida para os cães resgatados.

Com informações de Portal Itapema. Fonte original.