O Avaí conquistou uma vitória heroica sobre o Operário-PR, construída na base da insistência e da virada nos minutos finais, em um resultado que pode ter peso decisivo na briga contra o rebaixamento na Série B. Apesar do triunfo, a partida escancarou as limitações ofensivas do time e alguns equívocos na montagem inicial da equipe comandada por Allan Aal.

Plano inicial comprometido

O treinador apostou em uma formação mais sólida defensivamente, com três zagueiros no 3-5-2, buscando proteger a área e explorar contra-ataques. O plano, porém, sofreu um golpe ainda no aquecimento, com a perda de Daniel Penha. A entrada de Léo Chú obrigou uma reorganização, e o Avaí passou a atuar praticamente com dois jogadores de meio-campo, num desenho que se transformou em 5-2-3 na prática.

Com isso, a equipe ficou dependente de bolas longas e transições rápidas. Houve tentativas de infiltração buscando Felipe Vizeu, mas o atacante, ainda sem ritmo de jogo, não conseguiu converter as chances em situações mais perigosas, perdendo disputas decisivas na sequência das jogadas.

Pênalti perdido e apagão ofensivo

Logo aos cinco minutos, o Avaí teve a chance de abrir o placar: em marcação alta, Thayllon recuperou a bola, Léo Chu encontrou o atacante, que foi derrubado na área. Na cobrança do pênalti, Felipe Vizeu acertou a trave. A partir daí, o time praticamente desapareceu no ataque, chegando à metade do segundo tempo com apenas uma finalização na direção do gol. Foi um confronto tecnicamente fraco dos dois lados: o Operário-PR finalizou 21 vezes, mas esbarrou na marcação avaiana, que funcionou bem sem a posse de bola, mesmo com dificuldades na hora de construir jogadas.

Erro, reação e virada nos minutos finais

O empate parecia caminho natural até os 40 minutos do segundo tempo, quando uma falha de Jefferson Maciel permitiu que Mingotti colocasse o Operário-PR à frente no placar. Foi nesse momento que as substituições de Allan Aal mudaram o rumo da partida: as entradas de Zé Ricardo, Walisson e Jean Lucas deram outra dinâmica ao time, com Jean Lucas trazendo a qualidade que faltava no meio-campo.

Pouco depois, veio a resposta: Jean Lucas arriscou de fora da área, acertou o travessão, e no rebote Jefferson Maciel, autor da falha no gol adversário, apareceu para empatar, transformando-se de vilão em herói da partida. O gol foi um divisor de águas, devolvendo confiança e intensidade ao Avaí. Pouco depois, Walisson finalizou, a bola desviou e voltou para ele, que atacou o espaço na área e, com falha do goleiro Vagner, completou a virada, fechando o placar em 2 a 1.

Corrida contra o rebaixamento

A vitória não resolve os problemas ofensivos do Avaí, que precisa produzir mais ao longo dos 90 minutos e não pode depender apenas de reações nos minutos finais. Mas o resultado trouxe algo essencial neste momento da temporada: confiança. Com o triunfo, a distância para o Ceará, primeiro time fora da zona de rebaixamento, caiu para apenas dois pontos. Na quarta-feira, diante do Sport, na Ressacada, o Avaí pode até deixar a degola: uma vitória combinada com um tropeço do Ceará diante do Náutico confirmaria a saída da zona de perigo. Após 12 rodadas na parte de baixo da tabela, o time catarinense tenta transformar o espírito de luta mostrado contra o Operário-PR em regularidade, com o apoio da torcida na Ressacada sendo apontado como fundamental para essa reação.

Com informações de ND Mais. Fonte original.