O Avaí entra em campo nesta quarta-feira (19), às 19h30, na Ressacada, diante do Sport, com uma oportunidade que há algumas rodadas parecia distante: depois de 12 rodadas dentro da zona de rebaixamento, uma vitória pode tirar o time da parte mais incômoda da tabela da Série B. É a chance de transformar a reação iniciada diante do Operário em um movimento concreto de recuperação, o que pode representar uma mudança importante no ambiente do clube nas próximas rodadas.

O adversário, porém, está longe de ser simples. O Sport, ao lado do Criciúma, é uma das equipes que menos perdeu na competição, com apenas três derrotas em 22 rodadas, além de ser um dos times que mais empatou, com 11 igualdades. A equipe pernambucana chega embalada por uma sequência de seis partidas sem perder e duas vitórias consecutivas, mostrando-se um time difícil de ser batido e que sabe competir.

Desfalques e dúvidas nas escalações

Para o Avaí, existe pelo menos uma boa notícia: o atacante Chrystian Barletta, lesionado, está fora. O jogador conhece bem a Ressacada e, no último encontro entre as equipes, em 2024, marcou um dos gols da vitória do Sport por 2 a 0 — partida que ajudou a encaminhar o acesso do time pernambucano à elite do futebol brasileiro. Sem Barletta, Gilmar Dal Pozzo está na dúvida entre manter Marlon Douglas, que o substituiu na última partida, ou mexer na estrutura com Juan Alano ou Biel. Outra dúvida do Sport está na lateral direita, onde Augusto Pucci, suspenso na rodada passada, tem grande chance de retornar no lugar de Claudinho. No restante, a equipe deve manter o 4-2-3-1, com Perotti, conhecido do futebol catarinense por sua passagem pela Chapecoense, como referência ofensiva.

Solidez defensiva, mas falta de construção

Do lado do Avaí, Allan Aal encontrou contra o Operário uma estrutura que trouxe solidez defensiva, com três zagueiros e dois laterais mais ofensivos — João Vitor pela direita e William Fernando pela esquerda — que ganharam liberdade para servir como válvulas de escape no ataque. O problema esteve na construção: com Paulo Vitor e Luiz Henrique no meio e Léo Chu, Felipe Vizeu e Thayllon mais à frente, o Avaí ficou em inferioridade numérica justamente no setor em que o Operário conseguiu flutuar e controlar boa parte da partida. Ainda assim, mesmo sofrendo 21 finalizações, o time paranaense encontrou dificuldades para transformar volume em perigo real diante do goleiro Bruno Ferreira, mostrando que o Avaí protegeu bem sua área, apesar de faltar aproximação entre os setores.

A virada só veio depois de mudanças na equipe. Após a falha de Jefferson Maciel que resultou no gol do Operário, Allan Aal alterou o time: Jean Lucas entrou para dar construção pelo centro, Isaías e Gabriel Cipriano aumentaram a presença ofensiva, e Wallison trouxe intensidade física pelo lado. Com isso, o Avaí ficou mais agressivo e competitivo, passou a finalizar mais e encontrou a virada nos acréscimos.

Manutenção da equipe e necessidade de ousadia

Diante desse cenário, havia expectativa de que Allan Aal promovesse ajustes na formação inicial, talvez com o retorno de Zé Ricardo no lugar de Luiz Henrique e Jean Lucas ocupando função mais central no lugar de Léo Chu, preservando a estrutura defensiva com três zagueiros e acrescentando qualidade na construção. As informações, no entanto, apontam para a manutenção da equipe que começou diante do Operário. Se essa for a escolha, será fundamental que as mesmas peças cumpram funções diferentes: Thayllon ou Léo Chu precisarão, em determinados momentos, ocupar espaços por dentro, aproximando-se do meio-campo para que o Avaí tenha mais presença no campo defensivo do Sport.

O Avaí precisa recuperar a identidade que marcou o início da temporada, ainda sob o trabalho de Cauan de Almeida: pressão, intensidade, compactação e responsabilidade individual por setor. Contra um adversário tão competitivo, a superação será indispensável, mas não suficiente sozinha — será preciso transformar organização em iniciativa e iniciativa em oportunidades. A Ressacada terá papel fundamental nesta noite em que a matemática pode devolver ao time não apenas pontos, mas também confiança. Depois do Sport, vem a Ponte Preta, que atravessa dificuldades financeiras e problemas dentro e fora de campo, o que reforça a importância de vencer para abrir uma janela estratégica na reação do Avaí na Série B.

Com informações de ND Mais. Fonte original.