O Grupo ND teve acesso a um aparelho celular que funcionava como um “coworking” do crime, onde detentos do Complexo Prisional de Itajaí, em Canhanduba, planejavam crimes como tráfico de drogas, roubo de caminhonetes e arrombamentos em imóveis de veraneio no litoral de Santa Catarina.
Descontrole do Estado
O conteúdo acessado revela um descontrole do Estado sobre a unidade prisional, onde os detentos pagavam para usar o telefone em horários escalonados. As mensagens mostram a coordenação do tráfico de drogas interno e externo, planejamento de furtos de caminhonetes e articulação de arrombamentos.
Um dos detentos, apontado como líder de uma facção, fazia a conferência de quem pagou e quem tinha que pagar, sempre em horário pré-estabelecido. Além disso, os áudios revelam a ideia de um detento para um trabalho “externo”, onde o “instructor” detalha como deve proceder o arrombamento em casas de praia distribuídas pelo Litoral de Santa Catarina.
Investigação
O caso está aos cuidados do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), que recentemente comandou duas operações dentro da unidade. A Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa esclarece que apenas 3 unidades prisionais de Santa Catarina atuam sob o sistema de cogestão, devido à falta de efetivo dentro das cadeias do Estado.
A empresa Soluções Serviços Terceirizados, responsável pela gestão da unidade, informou que tomou conhecimento das alegações e acompanha o caso com atenção. A empresa adotará os procedimentos internos necessários para a verificação dos fatos e colocará à disposição das autoridades competentes todas as informações que possam contribuir para o esclarecimento dos acontecimentos.
Com informações de ND Mais. Fonte original.