A possibilidade de Júlia Zanatta ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro em 2026 colocaria Santa Catarina no centro da eleição presidencial. Para o Estado, seria um feito político interessante. Para a estratégia eleitoral do PL, porém, a história fica um pouco mais complicada.

O Estilo Combativo de Júlia Zanatta

Júlia tem praticamente todas as credenciais do bolsonarismo raiz: é fiel ao grupo, tem presença forte nas redes sociais, sabe mobilizar os apoiadores e raramente deixa uma boa briga passar. Quando seu nome foi colocado na mesa, a própria deputada declarou estar “pronta para o combate”. E disso ninguém ousa duvidar.

A deputada catarinense ganha espaço nas especulações para compor a chapa presidencial de Flávio, mas seu estilo combativo reforça justamente a rejeição que o senador precisa superar em 2026. A escolha de Júlia Zanatta pode ser vista como uma estratégia para manter a base bolsonarista engajada, mas também pode ser um desafio para atrair votos de fora da bolha.

Implicações para a Eleição Presidencial

A chapa Flávio-Júlia Zanatta pode empolgar a base bolsonarista, mas também pode assustar quem está fora dela. A rejeição ao estilo combativo de Júlia Zanatta pode ser um obstáculo para a chapa, especialmente em um cenário em que a moderação e a capacidade de diálogo são cada vez mais valorizadas.

No entanto, a escolha de Júlia Zanatta também pode ser vista como uma oportunidade para o PL renovar sua imagem e atrair votos de setores que se sentem descontentes com a política tradicional. A capacidade de Júlia Zanatta de mobilizar os apoiadores e sua presença forte nas redes sociais podem ser ativos valiosos para a campanha.

Com informações de ND Mais. Fonte original.