A Naskar Gestão de Ativos Ltda., uma fintech que operava no Distrito Federal e em São Paulo, completou dois meses sem realizar o pagamento de cerca de R$ 900 milhões aos seus clientes. A empresa, que tinha 13 anos de atuação e contava com cerca de 3 mil clientes, fechou as portas repentinamente, deixando os investidores com um prejuízo significativo.
O Caso
A Naskar captava recursos dos investidores com a promessa de retorno de até 2% ao mês, valor muito acima do operado pelo mercado. No entanto, mesmo após mais de uma década de atuação, a empresa nunca chegou a ser contestada. A desconfiança teve início quando o pagamento mensal de rendimentos, que era previsto para 4 de maio, não foi realizado.
A empresa foi comprada pela gestora norte-americana Azara Capital por R$ 1,2 bilhão, e a responsabilidade de ressarcir os clientes recairia sobre a nova proprietária. No entanto, até o momento, não há previsão de pagamento do valor aos lesados. A assessoria do dono da Azara, Douglas Silva de Oliveira, afirmou que ainda não existe previsão para o início dos pagamentos.
Investigação e Reações
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirmou que o caso segue em investigação. Além disso, um perfil chamado Vítimas da Naskar Gestão de Ativos foi criado nas redes sociais, com o objetivo de unir os investidores lesados e criar uma associação para lutar pelos seus direitos.
O caso da Naskar é um exemplo de como a falta de regulamentação e fiscalização no setor financeiro pode levar a situações de grande prejuízo para os investidores. A falta de transparência e a promessa de retornos altos e rápidos são sinais de alerta que os investidores devem estar atentos para evitar situações semelhantes no futuro.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.