O caso da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi encontrada morta em seu apartamento, ganhou um novo capítulo com o depoimento de um socorrista dos bombeiros. O sargento Rodrigo Almeida Rodrigues, que foi a primeira pessoa a entrar no local, apresentou provas que contradizem a hipótese inicial de suicídio.
O depoimento do socorrista
Em uma audiência gravada na última terça-feira (30/6), o socorrista relatou que, ao entrar no apartamento, encontrou Gisele caída entre o sofá e um móvel da sala, com uma pistola na mão direita. No entanto, o que chamou a atenção do sargento foi a disposição dos objetos, que pareciam estar em uma posição muito “correta”.
Almeida Rodrigues, que tem 15 anos de experiência no Corpo de Bombeiros e também possui conhecimento em armas, decidiu fotografar a cena antes de iniciar o atendimento. Essa fotografia se tornou uma prova-chave na investigação, que agora aponta para a possibilidade de feminicídio e fraude processual.
A cena do crime
De acordo com o socorrista, a pistola estava apoiada sobre a coxa de Gisele, o que lhe pareceu estranho. Além disso, a arma não ofereceu resistência quando foi retirada da mão da vítima, o que levanta suspeitas de que ela possa ter sido colocada naquela posição.
Almeida Rodrigues também relatou que fez três fotografias da vítima antes de retirar a pistola e colocá-la sobre um móvel da sala. Essas imagens foram encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar e à Polícia Civil, e ajudaram os peritos a reconstituir a posição original do corpo, da arma e dos móveis.
Desdobramentos do caso
O caso de Gisele Alves Santana agora é investigado como feminicídio e fraude processual. O marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso e está sendo investigado. A Polícia Civil também está analisando conversas que revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter o superior na cena do crime.
A publicação no Diário Oficial também garantiu salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil. O caso continua sendo investigado e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.