O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que vai se apresentar como o governador da segurança pública, caso seja eleito, e detalhou um plano dividido em três camadas para enfrentar o crime organizado no estado. Segundo ele, a gestão de Tarcísio de Freitas fracassou nessa área e escondeu os problemas por falta de fiscalização da imprensa.

Críticas à Gestão Atual

Haddad usou a entrevista para fazer um balanço crítico da atual administração estadual. Citou a privatização da Sabesp, a implantação do free flow nos pedágios, o desmonte do programa Muralha Paulista e o esvaziamento da escola pública como exemplos de decisões que, na avaliação dele, nunca foram devidamente escrutinadas pela grande imprensa.

O ex-ministro descreveu a primeira camada como o combate ao andar de cima do crime organizado, que envolve corrupção e lavagem de dinheiro. Ele citou a Operação Carbono Oculto, feita pela Receita Federal em parceria com o Ministério Público estadual, que bloqueou bilhões de reais ligados a fundos como o REAG, ao Banco Master e à Refit.

Plano de Ação

Para dar continuidade a esse tipo de ação, Haddad propõe um gabinete permanente presidido pelo próprio governador, reunindo Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Coaf, Polícia Federal e Ministérios Públicos estadual e federal. A segunda camada trata da recuperação do espaço público, com uso de tecnologia, iluminação e inteligência para dar flagrante em crimes como furto de celular e roubo de carro.

A terceira camada, segundo ele, é a menos discutida publicamente, mas atinge diretamente famílias: os crimes cometidos no espaço privado, como feminicídio, estupro de menor, abuso de idoso e maus-tratos a pessoas com deficiência. Haddad afirmou que esses crimes batem recordes em São Paulo e que o aplicativo lançado pelo governo Tarcísio para combatê-los é ineficaz.

Desafios e Propostas

Haddad classificou como um erro grave a forma como o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, teria promovido aliados sem mérito na cúpula da Polícia Militar, afastando comandantes experientes. Ele defendeu que a PM paulista é composta majoritariamente por profissionais sérios, mas que respondem à cadeia de comando, e que uma liderança desequilibrada no topo produz efeitos negativos até na saúde mental dos próprios policiais, com aumento de casos de suicídio.

Com informações de ICL Notícias. Fonte original.