O Banco Itaú enviou uma notificação extrajudicial ao Metrópoles contestando as projeções publicadas sobre a extensão das cobranças irregulares contra clientes ao longo de 14 anos, que podem ter gerado ingresso de R$ 16 bilhões a R$ 33 bilhões nas contas da instituição financeira.
Contestação do Itaú
No documento, o Banco Itaú afirmou que os dados resultam de meras simulações aritméticas, com número presumido de clientes, valores médios hipotéticos e percentuais arbitrários de supostos atingidos. Essa contestação levanta questionamentos sobre a precisão das projeções apresentadas.
Proposta de Auditoria
O Metrópoles propôs substituir as projeções pelos números reais, desde que o Itaú permita que uma auditoria contratada pelo portal, com as ressalvas de confidencialidade necessárias, verifique as contas-correntes e as faturas dos cartões de crédito dos clientes no período mencionado. Isso permitiria revelar com precisão o montante efetivamente arrecadado e o número de correntistas lesados.
O Itaú também alegou que 31.024 reclamações foram registradas nos órgãos de defesa do consumidor em todo o território nacional. No entanto, esse número pode ser apenas a ponta do iceberg, considerando que muitos clientes podem não ter se dado conta das cobranças irregulares ou podem ter considerado que o custo de procurar seus direitos judicialmente seria maior que o prejuízo sofrido.
Paralelo com a Fraude do INSS
A situação se assemelha à fraude do INSS, em que o número de reclamações registradas foi de menos de um milésimo do total de aposentados lesados. Se a mesma proporção se aplicar ao caso do Itaú, o número de clientes a serem ressarcidos poderia passar de 30 milhões.
Com informações de Metrópoles. Fonte original.